Um pouco fria, calculista, e talvez, precipitada demais. Mas fazer o que? Essa era a sua personalidade. Cuja não gostava, pois já tinha perdido muito por causa de pequenos erros, por causa de pequenos costumes. Ela tinha medo de se envolver. Quer dizer, ela tinha medo de tentar de novo, e mais uma vez, falhar. Cometer os mesmos erros e tudo se tornar um grande nada. Ela costumava contar historias, escrevia frases, textos, falando sempre de tal pessoa que se chamava “ela”. De certa forma isso a aliviava. (…) Triste, muito triste. Ela tinha medo ate de admitir que quando ela se referia a tal pessoa que se chamava “ela”, na verdade ela estava falando de si mesma. -